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Qual capital tem o imóvel mais barato da Caixa?

Rua de sobrados coloridos numa cidade brasileira sob luz de dia
Imagem ilustrativa. Não é foto do imóvel descrito no texto.
Ranking · por Garimpe Imóvel · 6 min de leitura

No Rio de Janeiro, entrar no leilão da Caixa custa a partir de **R$ 12.617,75**, o preço de um apartamento de 44 m² em Cordovil. Em Florianópolis, o imóvel mais barato da mesma lista sai por **R$ 809.389,16**. Mesmo banco, mesma lista, mesma data: o preço de entrada muda **64 vezes** conforme a capital.

Quem pesquisa "imóvel da Caixa barato" costuma olhar o ranking nacional. Só que ninguém mora no ranking nacional: a busca real é na sua cidade, e o que existe nela pode ser radicalmente diferente do que a manchete promete.

Este post compara as 27 capitais em duas colunas que decidem tudo: o imóvel mais barato disponível e o tamanho da oferta. A tabela guarda três surpresas, e a maior delas é quem aparece na segunda posição.

Atenção à data: esta lista muda todo dia

Os preços abaixo vêm da lista pública da Caixa atualizada em 30 de agosto de 2026. O piso de cada capital é, por definição, um imóvel específico, e imóvel específico é vendido, retirado e reavaliado a qualquer momento.

Qualquer linha da tabela pode ter mudado quando você estiver lendo. Use os números como retrato da ordem de grandeza e confirme cada imóvel no site de vendas da Caixa.

As 27 capitais, do menor piso ao maior

CapitalMais baratoImóveis
Rio de JaneiroR$ 12.617,753.911
Porto AlegreR$ 19.389,45272
TeresinaR$ 29.045,53148
João PessoaR$ 37.494,56363
SalvadorR$ 38.096,03327
São PauloR$ 44.429,86648
Boa VistaR$ 48.317,743
ManausR$ 51.976,03157
CuiabáR$ 53.145,6358
BrasíliaR$ 57.373,1261
NatalR$ 59.142,6031
MaceióR$ 59.184,9046
FortalezaR$ 60.906,01115
Campo GrandeR$ 62.625,77139
AracajuR$ 63.615,3620
GoiâniaR$ 70.903,02169
BelémR$ 76.900,5627
RecifeR$ 78.201,8734
São LuísR$ 85.466,1922
Belo HorizonteR$ 96.000,3367
CuritibaR$ 103.111,4631
Rio BrancoR$ 120.278,2914
Porto VelhoR$ 149.402,3018
PalmasR$ 240.000,005
MacapáR$ 269.915,111
VitóriaR$ 290.881,242
FlorianópolisR$ 809.389,163

O campeão nacional é o apartamento de Cordovil, no Rio, com 85,6% de desconto sobre a avaliação de R$ 87 mil, e dá para conferi-lo na busca pelo número do imóvel. Para qualquer outra cidade, o caminho é ordenar a busca pelo menor preço e filtrar a sua.

As três surpresas da tabela

1. Porto Alegre em segundo, na frente do Nordeste

A intuição diria que depois do Rio viriam capitais nordestinas, onde o imóvel médio é mais barato. Mas a segunda posição é de Porto Alegre, com piso de R$ 19.389, à frente de Teresina, João Pessoa e Salvador.

O motivo é o mesmo do Rio em escala menor: volume e desconto. São 272 imóveis na capital gaúcha, e o Rio Grande do Sul é o quarto estado do país em financiáveis e um dos maiores em acervo total. Onde a Caixa retoma muito, o fundo da fila fica cheio, e o piso desce.

2. Oferta importa mais que preço médio da cidade

Florianópolis é cara, mas não 64 vezes mais cara que o Rio. O piso de R$ 809 mil existe porque a capital catarinense tem 3 imóveis na lista, e nenhum deles é popular. Macapá tem 1, Vitória tem 2, Palmas tem 5.

Em cidade com meia dúzia de imóveis, o "mais barato" é só o menor número de uma lista minúscula. A tabela inteira obedece essa regra: o piso baixo aparece onde a oferta é grande, porque é o volume que empurra imóvel para o fim da fila de modalidades de venda.

Vale ler as duas colunas juntas, sempre. Um piso baixo com três imóveis na cidade não é um mercado, é uma coincidência: ou você compra aquele imóvel específico, com todos os defeitos que ele tenha, ou não compra nada. Já um piso um pouco mais alto com centenas de opções permite escolher bairro, tipo e estado de conservação, que é o que faz diferença no resultado final.

3. Nenhum piso aceita financiamento

As 27 linhas da tabela têm uma coisa em comum: nenhum dos imóveis mais baratos aceita financiamento. Todos exigem pagamento à vista.

Não é coincidência, é o padrão que se repete em todo o acervo: o fundo do preço carrega os problemas que travam o crédito. Quem depende de financiamento não deve olhar o piso da tabela, e sim o primeiro financiável da sua cidade, que costuma custar bem mais, como mostra o guia dos imóveis que aceitam financiamento.

E fora das capitais?

A tabela mede as capitais, mas o leilão não acaba na placa de entrada da cidade. O imóvel mais barato do Brasil inteiro custa R$ 6.718 e fica em Penaforte, município de 9 mil habitantes no interior do Ceará: quase metade do piso do Rio, e dezenas de vezes menos que o piso da maioria das capitais.

O padrão se repete em todos os estados: a região metropolitana concentra o volume, e o interior concentra os preços extremos, para baixo. Em compensação, o imóvel de interior barato cobra em liquidez o que economiza em preço: menos comprador na revenda, menos inquilino, mais distância para resolver papelada.

Na prática, a decisão vira uma régua de distância. Quem aceita procurar a até uma hora da capital costuma encontrar piso bem menor que o da tabela; quem precisa do imóvel dentro da cidade paga o piso urbano. Os dois caminhos estão na mesma busca, mudando apenas o filtro de cidade.

O contraponto: piso baixo não é compra fácil

O apartamento de R$ 12,6 mil no Rio e a casa de R$ 19,4 mil em Porto Alegre estão no fundo da fila por um motivo. Desconto de 85% em capital significa, quase sempre, imóvel ocupado, dívida acumulada, ou os dois juntos.

Some a isso o custo fixo que não encolhe: ITBI, escritura e registro incidem mesmo no imóvel de R$ 12 mil, e a desocupação, quando necessária, custa o mesmo processo em qualquer preço.

Em resumo: a tabela serve para calibrar expectativa, não para escolher imóvel. Ela diz quanto custa entrar no jogo na sua cidade, e se vale a pena atravessar a ponte para a cidade vizinha. A escolha do imóvel em si começa depois dela, no edital.

O que conferir antes de mirar o piso da sua capital

Vale a pena escolher a cidade pelo piso?

Faz sentido usar a tabela para decidir onde concentrar a pesquisa quando você tem mobilidade: investidor de ticket baixo que aceita comprar em São Gonçalo ou na zona norte do Rio encontra ali um mercado que não existe em Curitiba ou Vitória.

Não faz sentido se mudar de cidade atrás de etiqueta, nem comparar o piso do Rio com o piso de Florianópolis como se fossem o mesmo produto. São mercados diferentes, com riscos diferentes, que por acaso dividem a mesma lista.

O leilão da Caixa é nacional no site e municipal na prática. A tabela acima é o mapa; o seu edital, como sempre, é o território.

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Importante: o Garimpe Imóvel é um site de pesquisa independente, sem vínculo com a Caixa Econômica Federal. Os valores citados vêm das listas públicas oficiais e mudam a cada atualização; imóveis podem ser vendidos ou retirados a qualquer momento. Confirme preço, condições e situação de ocupação no edital e no site oficial da Caixa antes de qualquer decisão. Este conteúdo é informativo e não substitui orientação jurídica.

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