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Casa de 3 quartos no leilão da Caixa a partir de R$ 19 mil

A casa de três quartos mais barata à venda pela Caixa hoje fica no Galo Branco, em São Gonçalo, região metropolitana do Rio. São 56 m² de área construída em um terreno de 143 m², com sala, cozinha e banheiro. O preço mínimo é R$ 19.000,00. A avaliação da própria Caixa é de R$ 190.000,00.
Ela não é um caso isolado, mas quase. Na lista pública da Caixa existem hoje 937 casas de três quartos em 397 cidades, e só seis delas custam menos de R$ 30 mil. O resto do acervo é outra coisa: de cada dez imóveis com número de quartos informado, quase nove têm dois.
Três coisas aparecem quando você separa essas 937 casas do resto da lista, e nenhuma delas está no anúncio: casa de três quartos é rara, o terceiro quarto quase dobra o preço sem dobrar a área, e é justamente esse recorte que mais aceita financiamento em todo o acervo, com uma pegadinha.
Atenção à data: esta lista muda todo dia
Os números deste post vêm da lista pública que a Caixa gerou em 28 de agosto de 2026, e a ficha da casa citada foi consultada em 31 de agosto de 2026. Repare que são datas diferentes: a lista sai em lotes, e a ficha de cada imóvel muda antes disso.
Imóvel de leilão é vendido, retirado, reavaliado e recolocado o tempo todo, às vezes no mesmo dia. A casa descrita aqui pode já ter sido vendida quando você estiver lendo, e a contagem de 937 muda a cada atualização da lista. Trate os valores como retrato do momento e faça a conferência final no site de vendas da Caixa antes de qualquer decisão.
A casa de 3 quartos mais barata custa R$ 19 mil
Casa no Galo Branco, São Gonçalo, Rio de Janeiro
- Endereço
- Rua Alberto Fortes, nº 12
- Quartos
- 3, mais sala, cozinha e banheiro
- Área construída
- 56 m²
- Terreno
- 143 m²
- Preço por m² construído
- R$ 339,29
- Modalidade
- Venda Direta Online
- Pagamento
- exclusivamente à vista, somente recursos próprios
- Ressalva na ficha
- existe área não averbada
Você pode abrir essa casa específica na busca para conferir o anúncio de hoje e o link direto para a Caixa.
Um detalhe que só aparece quando você olha a ficha inteira: a imagem publicada não é uma foto feita pelo banco. É uma captura de tela do Google Street View, com a marca d'água do serviço e a data do registro no canto. Nela dá para ver o telhado de telhas de barro de uma casa térrea pintada de verde, um sobrado de dois pavimentos colado à esquerda e fiação atravessando a rua. O que domina o enquadramento, porém, é um muro alto de concreto, encardido e sem portão visível. Da casa que você compraria, aparece só o telhado.
Isso não é defeito do anúncio, é como boa parte do acervo é publicada. Mas explica por que visitar o endereço antes de dar lance deixa de ser conselho genérico e vira condição.
Duas ressalvas aparecem na ficha oficial dessa casa. A primeira é que existe área não averbada, ou seja, há construção que não está registrada na matrícula. A segunda é que o imóvel apresenta averbação de leilões negativos, o registro formal de que ele já foi a leilão e não teve comprador. Não é interpretação nossa: está escrito no anúncio.
Casa de 3 quartos é rara: 937 em 25.961 imóveis
O acervo da Caixa não é feito de casas de família. Ele é feito de unidades de programa habitacional, e o padrão desse tipo de empreendimento tem dois quartos.
| Quartos | Casas na lista | Preço mediano | Área construída mediana | |---|---|---|---| | 1 | 927 | R$ 63.341 | 36,30 m² | | 2 | 6.909 | R$ 77.071 | 58,95 m² | | 3 | 937 | R$ 149.000 | 88,92 m² | | 4 ou mais | 163 | R$ 420.627 | 250,00 m² |
As 937 casas de três quartos representam 3,6% do acervo inteiro, ou uma em cada 28 anúncios. Considerando só os 22.796 imóveis que informam o número de quartos, 87,1% têm exatamente dois. É esse desequilíbrio que torna a busca por três quartos frustrante quando você não consegue filtrar: você passa por 27 anúncios irrelevantes para achar um.
Na busca do Garimpe dá para ver as casas com três quartos ou mais, da mais barata para a mais cara, que somam 1.100 imóveis com o corte aberto para cima.
O terceiro quarto quase dobra o preço, e não é pelo tamanho
Aqui está o número que muda a conta de quem está pesquisando. Comparando a casa mediana de dois quartos com a de três:
O preço sobe 93,3%. A área construída sobe só 50,9%, de 58,95 m² para 88,92 m². O resultado é que o metro quadrado da casa de três quartos sai 23,3% mais caro: R$ 1.548,94 contra R$ 1.256,02 na de dois.
Ou seja, você não está pagando apenas por mais área. Está pagando um prêmio de escassez. Casa de três quartos é o que a maioria das famílias procura e é o que o acervo tem de menos, então ela tende a não precisar de desconto para sair. O item seguinte reforça essa leitura.
Quanto mais quarto, menor o desconto
Se desconto grande fosse sinal de oportunidade pura, os imóveis mais desejados teriam os maiores abatimentos. Acontece o contrário, e de forma perfeitamente escalonada:
| Casas com | Desconto mediano | |---|---| | 1 quarto | 50,49% | | 2 quartos | 42,68% | | 3 quartos | 38,77% | | 4 quartos | 36,27% |
Cada quarto a mais tira alguns pontos do desconto. Vale lembrar que o percentual do anúncio compara com a avaliação feita pela própria Caixa, não com o preço de mercado da rua. Ainda assim, a escada mostra o mecanismo: o imóvel que sai sozinho não precisa de abatimento, o que encalha precisa.
Só 117 das 937 casas de três quartos, ou 12,5%, chegam a 50% de desconto. Três delas alcançam os 90%, e todas as três ficam no estado do Rio de Janeiro, incluindo a de R$ 19 mil deste post.
Onde estão as 937 casas de 3 quartos
Goiás lidera com 140, seguido do Rio de Janeiro com 113, Pernambuco com 91, Piauí e São Paulo com 76 cada. Mas a distribuição por cidade traz uma surpresa maior:
| Cidade | Casas de 3 quartos | Preço mediano | |---|---|---| | Timon, MA | 47 | R$ 105.778 | | São Gonçalo, RJ | 45 | R$ 120.056 | | Santo Antônio do Descoberto, GO | 34 | R$ 83.556 | | Teresina, PI | 25 | R$ 112.345 | | Rio de Janeiro, RJ | 18 | R$ 224.314 | | São Paulo, SP | 12 | R$ 541.357 |
A cidade com mais casas de três quartos da Caixa no Brasil não é capital nenhuma. É Timon, no Maranhão, do outro lado do rio Parnaíba em relação a Teresina. As duas cidades formam a mesma região: a Lei Complementar 112, de 2001 criou a Região Integrada de Desenvolvimento da Grande Teresina, e Timon é o único município maranhense da lista, ao lado de Teresina e de outros onze do Piauí.
Quem procura imóvel em Teresina e ignora Timon deixa de fora o outro lado da ponte. O dado fica mais estranho quando você olha o acervo local inteiro: Timon tem 64 imóveis na lista, e 47 deles são casas de três quartos, ou 73,4%. É a única cidade do país onde esse recorte é a regra e não a exceção. Em nenhuma outra cidade com pelo menos 25 imóveis a participação passa de 31%.
Vale ver os imóveis de Timon do mais barato para o mais caro se o Maranhão estiver no seu mapa. Quem procura perto de Brasília encontra outras 65 casas de três quartos nas cinco cidades do entorno em Goiás.
Financiamento: 1 em cada 5, mas só na metade cara
Este é o dado mais útil do post para quem não tem o valor à vista. No acervo inteiro, apenas 6,03% dos imóveis aceitam financiamento. Entre as casas de três quartos, são 21,8%, ou 204 das 937. Quase quatro vezes a média.
A explicação mais provável é direta: financiamento exige imóvel em condição de garantia, com matrícula regular e avaliação que se sustente. Casa maior e mais recente costuma cumprir isso com mais frequência que apartamento popular retomado.
A pegadinha vem no preço. A casa de três quartos financiável mais barata custa R$ 77.090,94, em São Gonçalo, e a mediana desse grupo é R$ 229.523,67, contra R$ 149.000 do conjunto todo. O crédito existe, mas mora na metade cara da lista. Nenhuma das seis casas abaixo de R$ 30 mil aceita financiamento, e a de R$ 19 mil também não: é pagamento à vista.
Se o crédito for condição para você, comece por casas de três quartos que aceitam financiamento, da mais barata para a mais cara.
O contraponto: o que R$ 19 mil não compra
Casa de três quartos a R$ 19 mil não é uma casa de três quartos que custa R$ 19 mil. É um lance inicial, e o resto da conta vem depois.
A modalidade é Venda Direta Online, chamada de Compra Direta nas Regras da Venda Online da Caixa. Não existe cronômetro nem disputa ali: a cláusula 2.2.1 diz que é classificada a primeira proposta igual ou superior ao valor mínimo. Quem chega primeiro leva. E a Caixa não tem obrigação de manter o imóvel à venda nessa modalidade, então o anúncio pode sair do ar.
Sobre o valor pago incidem ITBI, escritura e registro, que em imóvel barato pesam proporcionalmente muito mais que em imóvel caro. A casa é vendida no estado em que se encontra.
Nas dívidas antigas mora o ponto que quase todo mundo generaliza errado: não existe uma regra única. A cláusula 16.2 diz que cada imóvel tem a sua, definida no próprio anúncio. Nesta casa, a ficha põe um teto ligado à avaliação: os tributos ficam com o comprador enquanto o débito for inferior a 10% do valor de avaliação, e passam integralmente para a Caixa acima disso. Como a avaliação é R$ 190.000,00, esse limite é de R$ 19.000,00, exatamente o preço pedido pela casa.
Falta a questão que 90% de desconto tende a sinalizar: ocupação. A lista pública não traz esse campo, e desocupar é processo, com prazo e custo próprios. A averbação de leilões negativos confirma que essa casa já foi a leilão sem comprador, e imóvel que atravessa a fila inteira sem sair raramente está vazio esperando você. Confirmar a ocupação com a Caixa antes de propor é obrigatório aqui.
O que conferir antes de dar lance numa casa de 3 quartos
- Procure na ficha a ressalva "existe área não averbada", que aparece na casa deste post: ela
- Confira se os três quartos aparecem na matrícula e não só na ficha do anúncio, porque quarto
- Leia na própria ficha quem paga IPTU e condomínio antigos, porque a regra é definida imóvel a
- Verifique a situação de ocupação diretamente na Caixa, já que a lista pública não traz isso
- Some ITBI, escritura e registro ao preço antes de comparar com aluguel ou com imóvel de mercado
- Em compra à vista sem FGTS, lembre que a escritura pública é contratada e paga por você, e que
- Visite o endereço, principalmente quando a imagem do anúncio for captura de mapa ou de Street
Vale a pena? Depende de quem pergunta
Para quem procura primeira casa e tem o valor à vista, o recorte é interessante justamente porque é escasso: 937 imóveis é pouco, dá para olhar a lista inteira em uma tarde, e o preço mediano de R$ 149.000 fica abaixo do que a mesma metragem costuma custar em cidade média brasileira.
Para quem depende de crédito, a régua muda. As 204 casas financiáveis começam em R$ 77 mil e têm mediana perto de R$ 230 mil, o que já compete com imóvel de mercado, e aí a vantagem passa a ser o desconto sobre a avaliação, não o preço absoluto.
E para quem se anima com a casa de R$ 19 mil: ela é real, o número é o da lista de hoje, e o desconto de 90% também. Mas 90% de desconto no acervo da Caixa costuma ser o fim de uma fila, não o começo de uma barganha. Vale olhar, vale visitar, e vale entrar com a conta completa na mão.
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